Arte & Cultura






Textos:

História da Suíça
Cidadania invisível
Bem-estar e saúde através da Medicina Chinesa
Textos antigos



História da Suíça

Definição oficial
Pela sua estrutura política, a Suíça é um Estado federativo que se formou no decurso da história e cujos 26 Estados membros (cantões e semi-cantões) conservam grande parte da sua autonomia. Os municípios suíços, chamados comunas, possuem igualmente competências administrativas bem amplas.

No país existem quatro línguas nacionais e oficiais: o alemão (falado por cerca de 65 % da população), o francês (18%), o italiano (10%) e o romanche (1%). Os cantões de Berna, Friburgo e Valais são bilingües (alemão e francês) e no cantão de Grisons chegam a ser faladas três línguas (alemão, rético e italiano). As duas principais religiões cristãs da Suíça possuem um número praticamente igual de adeptos: 48 % de católicos e 44% de protestantes. Os 8% restantes correspondem a outras comunidades cristãs ou religiões (judaismo e islamismo) e às pessoas que não professam nenhuma religião.


Origem

Em 1291, representantes dos cantões florestais de Uri, Schwyz e Unterwalden assinaram a Carta de Aliança. Isso os uniu na luta contra o domínio "estrangeiro" dos Habsburgo, então detentores do trono do Sacro Império Romano-Germânico. Na Batalha de Morgarten

Em 1315, os suíços derrotaram o exército Habsburgo e garantiram sua independência de facto como a Confederação suíça.

Nos Acordos da Vestfália de 1648, os países europeus reconheceram a independência helvética do Sacro Império e sua neutralidade.

Em 1798, os exércitos da Revolução francesa conquistaram a Suíça.

Em agosto de 1805, por exemplo, realizou-se a primeira "Festa Suíça dos Pastores" nos campos de Unsprunnen. Vieram espectadores de todas as regiões da Confederação, bem como do estrangeiro, para assistir às diversas competições: tiro ao alvo, trompa alpina, luta "à la culotte" (luta tipicamente suíça) e lançamento de pedra.

O Congresso de Viena de 1815 reestabeleceu a independência do país e as potências européias concordaram em reconhecer sua neutralidade de forma permanente.

A Suíça adotou uma constituição federal em 1848, que sofreu extensas emendas em 1874 e que estabelecia responsabilidade federal para defesa, comércio e assuntos legais. Desde então, melhorias contínuas nos campos político, econômico e social têm caracterizado a história do país. Historicamente neutros, os suíços não participaram em nenhuma das guerras mundiais.

Entre 1889 a 1890, com a aproximação do 600º aniversário do Pacto, o Governo e o Parlamento decidiram finalmente que a fundação da Confederação seria festejada em 1º de agosto.

Desde então, esta celebração é organizada anualmente pelos municípios com a colaboração das comunidades locais. Mas durante muito tempo ainda, esta data continuou a ser um dia de trabalho em muitos cantões pois a festa é, por tradição, uma festa noturna. Ao cair da noite, o espetáculo é constituído pelas fogueiras acesas nos cumes, nas cidades e aldeias, e pelos fogos de artifício, muitas vezes organizados a título privado. Alguns discursos, exibições de bandas e o toque dos sinos das igrejas completam o programa.

Em 2002, de acordo com a constituição federal de 1999, a Suíça finalmente se tornou membro integrante da Nações Unidas.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_Su%C3%AD%C3%A7a


Cidadania invisível

Antes de falar mal do Brasil, devemos levar em consideração que o nosso país é ainda jovem e tem pela frente um longo aprendizado. E aprendizado não é apenas tarefa de países em desenvolvimento. Até mesmo a Europa com seu passado secular convive hoje com o novo desafio de um mercado comum, sem fronteiras e moeda única.

O Brasil é um país que teve um governo antes de um povo. Talvez seja por isso que os brasileiros acham que os problemas devem ser resolvidos de cima para baixo. Vivemos hoje o período mais democrático de todos os tempos já vividos no país. O século anterior foi tomado de ditaduras políticas ou econômicas desde o surgimento da república. A democracia além de falar o que quer, escrever o que quer, é também o lugar da ação voluntária e da vigilância aos nossos direitos.

Há cerca de um ano, surgiu na Suíça liderado pelo jornalista Rui Martins radicado em Genebra, um movimento disposto a reparar uma injustiça aos filhos de brasileiros nascidos no estrangeiro. A emenda constitucional editada em 7 de julho de 1994 condiciona a nacionalidade das crianças de imigrantes a dois fatores: a residência fixa no Brasil depois dos 18 anos ou serem filhos de pais a serviço do governo brasileiro no exterior.

Rapidamente, o movimento se alastrou pelos quatros cantos do mundo. Os Brasileirinhos Apátridas, como foram carinhosamente apelidados, ganharam páginas na internet, blogs, inúmeras comunidades no Orkut e chegaram à imprensa brasileira e internacional. No dia 1° e 2 de junho, várias associações culturais e pais se reuniram em frente a consulados na Suíça e no Japão para a entrega do baixo-assinado contra a vigência da lei que mutila um direito essencial de nossas crianças.

A luta dos brasileiros radicados no exterior pela nacionalidade dos seus filhos é um exemplo de como podemos através de pressões no congresso intervir na realidade em que vivemos. E isso é cidadania. Contudo, não basta termos a nacionalidade brasileira, passaporte ou laços de cultura com o Brasil, mas, também exercer a nossa cidadania, seja onde for, no Brasil ou em qualquer lugar do mundo.

O problema é que o prolongado período de ditadura militar distorceu o real significado de cidadania aos brasileiros. Cidadania passou a ser apenas relacionada aos "direitos e deveres do cidadão", e não por acaso, na época eram mais difundidos os deveres do que os direitos. Mas no fundo, o significado da palavra cidadania é muito mais amplo e profundo e diz respeito não só a participação política e à vigilância ao trabalho dos nossos parlamentares como também às nossas atitudes mais corriqueiras, como, por exemplo, não jogar papel no chão, respeitar os sinais de trânsito, não destruir o patrimônio público, saber dizer obrigado, respeitar os mais velhos e outros comportamentos tão em falta hoje em dia. A cidadania anda lado a lado com a solidariedade e o respeito ao próximo. O exercício da nossa cidadania é nada mais, nada menos que construir em pequenas ações um mundo melhor.

Portanto, para exercer a cidadania o leitor não precisa necessariamente estar em solo nacional, pode através de inúmeras possibilidades ajudar a enaltecer a cultura brasileira no exterior ou mudar mentalidades permeadas de preconceitos ao nosso redor contra raças ou mesmo nacionalidades. O brasileiro que vive no exterior pode exercer sua cidadania em via dupla, praticar ações favoráveis à imagem de seu país e aos seus conterrâneos e ao mesmo tempo intervir na sociedade do país onde vive. De fato, as práticas da boa conduta e da cidadania são urgentes e dependem dos esforços de cada um de nós, assim como a luta pela nacionalidade de nossas crianças nascidas no estrangeiro.

Junho 2007
Marcelo Candido Madeira



Bem-estar e saúde através da Medicina Chinesa

Especialista brasileira coloca em prática conceitos milenares para promover o diagnóstico e tratamento de problemas de saúde e beleza

A Medicina Chinesa, originada milhares de anos atrás e amadurecida centenas de anos antes de Cristo, diagnostica e trata com sucesso os problemas de saúde gerados pelo estilo de vida do século XX. Esse é o foco do praxis da especialista Taty Calonder, brasileira radicada na Suíça há sete anos. Em seu consultório ela atende pacientes em busca de cura para os mais diversos males. "Para se ter idéia, a acupuntura, tão difundida como Medicina Chinesa, na realidade é apenas uma pequena parte de uma Medicina muita complexa", explica a especialista, que estudou na escola Bio Medica, pioneira no ensino da Medicina Chinesa em Zurique.

Na realidade, a Medicina Chinesa é baseada num sistema de diagnóstico próprio, fundamentada em abordar o ser humano em constante relação com o meio ambiente, respondendo com saúde quando segue as regras naturais e com doença quando não se age em harmonia com seu organismo e seu meio. O especialista, após executar o diagnóstico, seleciona as técnicas mais adequadas para tratamento, que podem incluir até mesmo a acupuntura, e ele pode utilizar, por exemplo, as ervas medicinais ou outros exercícios chineses, a dietoterapia ou a massagem diretamente nos pontos de acupuntura.

Taty Calonder foi criada vendo a avó parteira, no Estado da Bahia, no Brasil, cuidar das gestantes por meio de terapias alternativas. "Além de prezar pelo bem-estar das grávidas, ela aplicava tratamentos para recuperar a boa forma das mulheres após o parto, com faixas e uso de ervas". Dessa maneira, ela teve contato muito cedo com a Medicina natural. Interessada, passou a estudar os efeitos das plantas medicinas e, posteriormente, fez um curso de Shiatsu em Belo Horizonte. Começou a atuar profissionalmente em 1991, quando abriu sua pousada em Trancoso, no mesmo Estado brasileiro. "Os hóspedes chegavam cansados e estressados e eu sempre tinha uma alternativa natural para oferecer a eles", diz Taty.


Jornalista Andrea Regis - 078 907-9392