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Viver na Suíça

Atualizado: Mar 13

Por NATHÁLIA ANTONIO.


Olá pessoal! Sejam bem-vindos ao novo blog do CEBRAC. Hoje começamos a contar muitas informações importantes e ótimas dicas sobre a Suíça.



Depois de notarmos que inúmeros brasileiros residentes na Suíça, a longo ou curto prazo, possuem diferentes questionamentos quanto a vida aqui, percebemos que essas dúvidas poderiam ser supridas através de um blog, e cá estamos.


Aqui vocês conhecerão mais particularidades a respeito do país do chocolate, queijos e dos relógios mais famosos do mundo. Vamos te contar sobre entrar no mercado de trabalho, escola para as crianças, aluguel de casa, até assuntos como diversão em geral.


E como ponta pé inicial, abordaremos um tema básico, mas que não deixa de ser importante e interessante: As primeiras impressões de um brasileiro que vive na Suíça.


Uma coisa é certa, tudo aqui é diferente do Brasil. Desde o clima, a natureza, até as pessoas e a cultura, o brasileiro que vem morar fora precisa compreender que, estará em um habitat completamente adverso do seu, e isso não significa que seja algo ruim mas significa que ele terá que se adptar.


O primeiro contato com a diferença entre os países será a língua estrangeira. Aqui se falam 4 idiomas, sendo eles o alemão (falado por 63% da população), o francês (falado por 23%), o italiano (falado por 8%) e o reto-romano (falado por menos de 1% da população total). Independente de qual parte do país o imigrante esteja, esse terá que estudar uma nova forma de se comunicar, de se expressar. A sensação que temos é de quando éramos crianças e precisávamos aprender todo o “ be-a-bá” para conseguirmos falar e escrever corretamente como os adultos.


Morando na parte alemã posso dizer que não é um idioma fácil, ainda mais quando as pessoas nas ruas falam o dialeto chamado de alemão-suíço. Não é o idioma oficial, não está presente nos livros, nem nas escolas, nem nos jornais, porém é o dialeto informal que eles usam entre si, e que nós escutamos no dia a dia. Tal fato nos exige muito mais estudo e dedicação.

A solução para essa problemática será pedir coordialemente em uma conversa, para que o suíço fale no alemão normal (que é o Hochdeutsch). Enfim, mesmo sendo complicado, com paciência, perseverança e a prática diária certamente se vence o desafio da língua.


O segundo choque é o clima. Apesar de existirem regiões frias no Brasil, nenhuma será como na Suíça. Algumas cidades suíças são mais geladas que outras, podendo ocasionar vários dias (vários mesmo!) bem cinzas e de temperatura negativa. Entretanto, o inverno mais longo tem suas vantagens, podendo se praticar esportes na neve ou simplesmente andar nas montanhas e ver a paisagem bem exótica e bonita.


Esquiar, andar de snowboard ou outras modalidades de esportes na neve são super legais, mas se o dinheiro apertar existe a opção de ir aos alpes só para tomar um chocolate quente e apreciar a vista. Isso já valerá muito a pena! Outra vantagem do clima diferente são as estações do ano. Vemos com nitidez a troca da primavera, em seguida o verão, depois o outono, e então o inverno. Lindas e marcadas, elas embelezam as cidades. É muito encantador!


O terceiro ponto que vemos a diferença cultural com clareza é a organização. A melhor parte de se viver aqui, com certeza, é o fato de sabermos que tudo funciona do jeito que deveria funcionar para nos proporcionar uma vida agradável (pelo menos na maior parte do tempo e na maioria das coisas). A segurança pública é ótima, o ensino público é de qualidade (e para todos), e o transporte público também possui um padrão elevado, embora tenha um custo alto. Tudo organizado e devidamente controlado pelo governo.


O quarto motivo de adaptação é a cultura e por consequência as pessoas. Não espere aquele calor humano e simpatia demasiada como no nosso Brasil. Aqui eles são mais frios e dificéis de se estabelecer uma amizade. Escuto inúmeros relatos de brasileiros que já vivem no país tempo suficiente para estarem rodeados de amigos, mas infelizmente não é essa a realidade. Eles se queixam que o povo é fechado, e que normalmente ficam em seus grupos de amizades de sempre. Sabe aquela situação do aluno que muda de escola e é o novato no meio dos círculos já estabelecidos, pois é !


Mas por sua vez, eles são bem corretos, pragmáticos e sem jeitinho brasileiro. Aliás, jeitinho é algo que não existe aqui, ufa! Eu, sinceramente, apesar de serem pessoas fechadas, gosto da forma como são. Super pontuais e confiáveis, desgarrados de muitas vaidades, que visam sempre distribuir o saber e as riquezas, o suíço têm uma cultura que nos eleva como seres humanos. Vemos diversas vezes nas ruas em forma de passeatas as lutas por causas distintas, e isso nos motiva.


Obviamente que a Suíça não é perfeita, e algumas arestas deveriam ser aparadas, mas como tudo na vida, existe o lado bom e ruim e devemos pesar na balança para sabermos se vale ou não morar fora. Eu acredito que no total a somatória é positiva.

Esperamos que gostem deste texto de abertura, ele é só o aquecimento para todos os temas que vamos discutir e informar. Lembrando que estamos sempre abertos à sugestões para novos assuntos.


Abraços, CEBRAC

Nathália Antonio

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